Tão bom quanto o Argo

Se tem uma coisa que se pode dizer do Fiat Cronos, sedã compacto derivado do Argos, é que, seguindo o padrão do seu “irmão” mais velho, a Fiat também caprichou no design. Tanto em um carro quanto no outro, não há espaço para polêmicas ou “ame-o ou deixe-o”. O Cronos tem linhas modernas e harmônicas. E em um país onde a aparência do carro conta muito, como o Brasil, isso parece ter sido bem aceito pelos consumidores: estando no primeiro ano de lançamento (chegou ao mercado em fevereiro), o sedan tem cerca de 10% do mercado no seu segmento e concorre quase em pé de igualdade com o Ford Ka, o Volkswagen Voyage e o Hyundai HB20S. Só perde muito – assim como os demais – para o Chevrolet Prisma, que, assim como o hatch Ônix, da mesma fábrica, virou uma febre no Brasil.

Pela experiência que um test-drive com o Cronos permitiu constatar, o carro merece esse desempenho entre os consumidores. Assim como o Argo, ele tem um projeto que agrada bastante em vários aspectos. Conforto e silêncio interno são alguns deles. Uma suspensão firme, mas que não é dura, traz estabilidade sem fazer ninguém sofrer com buracos ou desníveis.

No interior, quesito no qual a Fiat sempre foi forte, o Cronos herda a beleza do Argos e não deixa a desejar em visual. Principalmente considerando que a versão guiada foi a top de linha Precision com câmbio automático. E ele ainda estava equipado com opcionais como câmera de ré com linhas dinâmicas, display TFT de 7 polegadas e alta resolução no painel de instrumentos, ar condicionado automático digital, espelho retrovisor interno com sensor de ofuscamento, espelhos retrovisores externos com rebatimento elétrico.

A versão Precision top de linha vem com o motor 1.8 E.torQ que equipa também a picape Toro. Se ele é capaz de movimentar a picape com certa desenvoltura, não faz feio com o Cronos. O carro responde bem ao acelerador, se o motorista pisa firme. Mas uma característica dessa motorização é o comportamento mais comedido em relação ao torque. Isso faz com que o Cronos seja um carro suave. O câmbio automático de seis velocidades, também o mesmo usado na Toro, tem trocas que ajudam a reforçar esse comportamento.

Mas na cidade, que foi o principal cenário onde rodamos com o carro, a verdade é que ele não deixa a desejar. Nem o mais agitado motorista, hoje em dia, tem condições de andar pisando forte no trânsito de Fortaleza ou de qualquer centro urbano brasileiro. É fato que o comportamento do motor denota que o seu projeto não é tão moderno quanto o Cronos, mas isso, realmente, não nos pareceu um problema.

Considerando os carros já citados que concorrem hoje em vendas com o sedan compacto da Fiat, ele, em nossa avaliação, certamente ganha, em termos de design moderno, do HB20s e do Voyage. Em relação ao Ford Ka e ao Chevrolet Prisma, os modelos têm uma aparência jovial. Mas nossa avaliação é que em termos de beleza, o modelo da Fiat fica à frente. Mas como esse é um parâmetro absolutamente subjetivo, fica apenas registrada a opinião.

Cronos 1.3 GSR pode ter melhor relação custo-benefício

Pela experiência com o modelo 1.8 top de linha, é possível afirmar que os consumidores provavelmente não precisam de um motor de volume tão grande para um modelo compacto. O mais recomendável, para quem gosta da comodidade de um câmbio em que não seja necessário passar as marchas, é o modelo 1.3 GSR. Ele vem com o motor Firefly, mais moderno e econômico que o 1.8, e é um pouco mais barato (aproximadamente R$ 6 mil, considerando os valores de cada versão sem opcionais).

É verdade que o câmbio automatizado do 1.3 GSR, no qual ainda existe uma embreagem mas ela é acionada eletronicamente e não pelo motorista, as trocas são mais lentas e perceptíveis que as do automático puro que equipa a versão Precision. Mas estes câmbios têm evoluído e ficado cada vez mais confortáveis. Por isso, considerando a relação custo-benefício, acreditamos que ele vale mais a pena.

 

Preço do modelo guiado: R$ 76.770,00

 

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