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Do Ceará ao Piauí: rodamos mais de mil km na Fiat Toro a diesel de câmbio manual

Não tem jeito melhor de conhecer um carro do que coloca-lo na estrada para rodar muito e enfrentar uma grande variedade de pisos, dedicando um tempo considerável para cada um deles. Por isso, a oportunidade que tivemos de viajar com a Fiat Toro a diesel em um trajeto de mais de mil km foi boa para que pudéssemos atestar alguns dos principais atributos do modelo.

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As torres de energia eólica são uma constante no litoral cearense

A bordo de uma unidade da versão Freedom turbodiesel com câmbio manual e tração 4×2, pudemos andar por uma boa extensão da CE 085, uma das principais vias turísticas do litoral cearense, e avançar até o estado vizinho do Piauí, chegando à cidade de Parnaíba. Foram quatro dias de viagem passando por praticamente todos os terrenos possíveis: asfalto (bom e ruim, dependendo da localidade), calçamento de pedra tosca, piçarra e areia fina. Tudo isso, vale ressaltar, passando por áreas de praias e rios belíssimos, dos quais retratamos alguns cenários nesta matéria.

Começando pelo asfalto, que tomou a maior parte do tempo de trajeto, a Toro apresentou um bom equilíbrio entre carro de passeio e SUV. É alta o suficiente para garantir boa visibilidade e estável na medida para permitir que, a 120 km por hora, a sensação seja de segurança total, mesmo encontrando buracos ou irregularidades na pista a essa velocidade.

O motor 2.0 16 V turbodiesel de 170 cv trabalha sempre com rotações em bom nível. A 80 km por hora, ele se mantém em menos de 2.000 rpm. E a 120 km por hora, fica entre 2.500 e 3.000 rpm. Isso resulta em pouco nível de ruído – característica importante quando se passa horas na estrada em velocidade constante e alta. E se comporta com bastante disposição nas ultrapassagens. Aqui, vale registrar o torque máximo disponível de 35,69 kgf.m a apenas 1.750 rpm.

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A cidade cearense de Chaval, quase na fronteira com o Piauí, tem várias formações rochosas no meio do perímetro urbano

Para falar do comportamento da Toro no calçamento, vale ressaltar uma característica sua: a carroceria monobloco. Nesse tipo de estrutura, o veículo inteiro é feito em uma peça inteiriça de aço. É um contraponto à carroceria sobre chassi, na qual existem duas partes, uma em cima, onde está o habitáculo, e uma de baixo, onde se localizam os eixos. Por conta disso, a picape da Fiat vibra pouco sobre caminhos de pedra tosca, apresentando comportamento semelhante ao de um SUV de luxo.

Na piçarra e na areia, não submetemos o veículo a velocidades extremas, chegando a um máximo de 80 km por hora. Nessas condições, a Toro se revelou um modelo com boa aderência ao solo, principalmente na traseira – já que um carro grande tende a sair um pouco nas curvas e esse problema nas picapes é ainda mais comum com a caçamba vazia. Na nossa experiência, o recurso ESP (Electronic Stability Program, ou Programa Eletrônico de Estabilidade, em português), item de série do modelo, funcionou a contento.

Falando do interior, o conjunto design-ergonomia-acessórios da Toro garantiu, para uma família, o conforto necessário para enfrentar mais de mil km de viagem sem cansar muito. Ajudaram, nesse aspecto, os muitos recursos de tecnologia. Enumeramos alguns deles, presentes no kit opcional Opening Edition, que equipava a picape.

Ele inclui itens como ar condicionado digital dual zone, câmera de ré, navegação GPS e a “estrela” maior: central multimídia Uconnect com tela LCD de 5 polegadas sensível ao toque e duas entradas USB para carregamento e reprodução de mídia. Este último recurso foi útil para animar a viagem usando o acervo digital de músicas de celulares e pen drives em um cenário de poucas (e ruins) estações FM das pequenas cidades do litoral cearense. E para garantir isso com boa qualidade de áudio: segundo a Fiat, o equipamento tem entre seus recursos cancelamento de eco e redução de ruídos.

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Um dos cenários da viagem com a Toro foi o belíssimo litoral de Camocim

Companheira de estrada

Para quem gosta de viajar de carro, parando em várias cidades para aproveitar o que cada uma oferece de interessante, um modelo confortável e seguro é praticamente um dos companheiros de aventura, já que dentro dele são passadas muitas horas. Como já dissemos, a Toro se revelou uma boa opção para esse tipo de “companheirismo” em nossa experiência de visitar locais que são ícones do turismo nordestino, como Camocim, Jijoca de Jericoacoara e Parnaíba.

Um detalhe interessante da viagem é que mesmo nessas cidades, com frequente trânsito de veículos SUV de muitas marcas e vindos de várias partes do Brasil, a Toro chamou a atenção, despertou curiosidade e fez com que estranhos nos abordassem para fazer perguntas sobre coisas como preços, consumo e estabilidade na estrada. E para fazer comentários – geralmente elogiosos – sobre o design. Sobre o consumo, alías, o computador registrou média de 11 km por litro, combinando uso urbano e estrada.

Respondemos a todos com os mesmos argumentos que resumimos aqui: é um carro resultante de um bom projeto e que criou um nicho novo no mercado e capaz, por suas características positivas, de conquistar uma legião de adeptos tão numerosa quanto picapes médias como a Toyota Hilux ou a Mitsubishi L200.

Preço do modelo que guiamos

Valor inicial R$ 97.270
Opcionais R$ 20.463
Total R$ 117.733

 

 

 

 

 

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